sexta-feira, 18 de junho de 2010

Maragogipinho, terra das olarias

Maragogipinho é a terra das olarias construídas com chão de terra batida e paredes de palha. São 157 no eixo do porto do rio Jaguaripe que margeia a localidade e mais umas 25 olarias nos fundos dos quintais das casas dos oleiros. Predominam na produção local as peças utilitárias e decorativas: pote, moringa, prato, travessa, porco-cofrinho, peixe, abajur. sendo a localidade um distrito de Aratuípe , distante apenas 12 km da cidade de  Nazaré das Farinhas-BA.   

Santeiros do Brasil

Cópia de 2371%20600[1]

Rosalvo, se destaca como o principal ceramista de arte sacra de Maragogipinho, tendo sido, durante muito tempo, o único santeiro do local. Seu trabalho se caracteriza pelo capricho nos detalhes e maestria nata na arte sacra barroca em cerâmica, sem uso do torno de oleiro, utilizando apenas as mãos como principal ferramenta. Para fazer os pequenos detalhes dos olhos, cabelos e desenhos nas roupas, usa apenas ferramentas bem rudimentares. O Mestre em arte sacra, ceramista autodidata, desenhista e restaurador, surpreende e provoca admiração instantânea pela singularidade do seu estilo. Suas obras se caracterizam pelo barroco exuberante, com forte influência do Rococó. Os detalhes dos mantos em movimentos se multiplicam em infinitas dobras e mais dobras, além de pregueados, criando um efeito de leveza esvoaçante. É incrível a beleza dos detalhes. Ele modela o barro como se fosse pano, em texturas superfinas, em contornos e dobras quase impossíveis, tornando o inusitado uma realidade na arte da cerâmica. Com movimentos harmônicos e gentis suas imagens são composições que transmitem e inspiram delicadeza, elegância, quietude e contemplação

2410%20700[1] Pietá                          

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2428%20700[1]  Peça em terracota confeccionada por João Santana, irmão de Rosalvo Santana  
cerâmicanorio / arteemter@gmail.com

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Santos, a arte das imagens

Os fantásticos fazedores de santos

ORIGINAL

Os santos em estilo barroco apresentam sempre movimentos, gestos e panejamento “movimentos apresentados nas vestimentas dos santos” que expressam a teatralidade do estilo e ressaltam a finura dos detalhes. Toda essa beleza se vê nas peças de um dos principais Santeiros do Brasil, Wandecok Cavalcanti, natural de Caruaru, Pernambuco. O artista, desenvolveu logo o talento de escultor no convívio diário com ceramistas famosos como Zézinho de Tracunhaém, Maria Amélia e Nilson.

NS com Menino Jesus       Nossa Senhora Com Menino Jesus

Santeiros do Brasil

Aplicando um modo todo especial de modelar suas peças, prima na constância ao estilo barroco na feitura de esculturas sacras, que fazem parte do acervo de respeitáveis museus no Brasil como Memorial da América Latina em São Paulo-SP. Destacam-se também suas obras no Museu de Arte Sacra, em Olinda-PE e no Museu da Memória Candanga, em Brasília-DF. O Santeiro Wandecok tem participado, de diversas exposições em cidades brasileiras, bem como em galerias particulares e espaços públicos: Galeria da Fundação Joaquim Nabuco-PE, Flatyme-Campo Grande-MS, Espaço Cultural da Câmara, Salão Negro do Congresso Nacional e outros, além de ter trabalhos no acervo de colecionadores em todo o país. Hoje o artista, além de concretizar o reconhecimento nacional dentro da área escultórica na cerâmica, com trabalhos enviados também para o exterior, ministra cursos e workshops em ateliês e faculdades. 

santeiros Figura1

Sant' Anna Mestra  Sant’ Anna Mestra

cerâmicanorio/ arteemter@mail.com

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Fécula de mandioca, a matéria prima da arte

Feitas com fécula

Lulu 3

Peças artesanais de Lusyennir e Demóstenes feitos com fécula de mandioca

Lulu 1 A vontade, o desejo e a força da artista não se curvaram diante de obstáculos para criar arte. A dificuldade alérgica em fazer os seus trabalhos com outros tipos de materiais, levaram a artesã a empregar a farinha de mandioca ou seja a fécula “Fécula é um amido extraído da mandioca, batata etc., sob forma de farinha” que misturadas com cola é água forma a massa de modelar. Daí, surgem as maravilhas das peças lúdicas que encantam e dão leveza aos ambientes, são esculturas, jogos e bonecas temáticas e regionais como Beatos, Cangaço e Reisados, além dos cobiçados jogos de xadrez criados por Lusyennir Lacerda e Demóstenes Fidelis modeladas por ele e pintadas por ela, uma exímia pintora. Demóstenes sempre atribui o sucesso a qualidade e a beleza das cores escolhidas por ela. Residentes em Juazeiro do Norte o casal exporta seus produtos para todo o Brasil, chegando a enviar peças para Portugal e outros países, numa mostra da valorização do seus trabalhos. 

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Lusyennir e Demóstenes                                      os artesãos das féculas

Beatos  Beatosrendeira

Rendeira

As peças são destaques em todas as exposições em que são apresentadas, como Casa Cor e Galerias de Arte

Lulu 2

gomaearte / arteemter@gmail.com

terça-feira, 15 de junho de 2010

Azulejos, o retorno triunfal

A azulejaria na arquitetura brasileira teve seu ápice em Brasília, por ocasião da sua construção, com os painéis de Athos Bulcão. Depois disso passaram esquecidos por longos anos da arquitetura brasileira.  Felizmente, alguns artistas começam a resgatar essa arte, entre eles esta Calu Fontes. Em síntese, vemos um novo renascimento, a azulejaria esta de volta.

Os azulejos de Calu Fontes

Azulejos Calu Fontes 1

 Azulejos Calu Fontes 6

A arte portuguesa resgatada             por artistas no Brasil

Azulejos Calu Fontes 2 

Azulejos Calu Fontes 4

Paulistana, Calu Fontes como é carinhosamente chamada a arquiteta Carolina Fontes. "Sempre gostei de desenhar, e incorporei o trabalho de pintura em porcelana. "Aprendi a técnica durante o curso de arquitetura, quando estagiei num ateliê especializado nessa arte", conta. Foi o bastante para se apaixonar pela atividade, que rendeu saborosos desafios, como criar um painel de azulejos para uma capela centenária em Ilhabela, no litoral paulista. "A cada nova viagem, eu vinha com um caderno decorado de figuras e arabescos." São em exemplares como esses que ela busca inspiração para novas composições. estampadas em bules, xícaras, pratos, vasos e, claro, azulejos. Azulejos Calu Fontes 3Acesse: Esculturas? Pinturas? Que arte é essa? Escolha a sua http://arteemterblog.blogspot.com/search/label/JANELAS

Azulejos Calu Fontes 5   Azulejos criados por Calu Fontes

Azulejos Calu Fontes 7Azulejos criados por Calu Fontes

Cópia de Azulejos Calu Fontes 8

Azulejos Calu Fontes 9 Criação Calu Fontes

Marisa Ota / Calu Fontes / arteemter@gmail.com

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Monumentos arquitetônicos, as miniaturas de Christian Champagne

Mirágens 1Les ogivesTodos os detalhes da transparência da catedral imaginária

Fragmentos arquitetônicos inacabados, rasgados de nossa memória coletiva, nascidos da argila e do fogo

Miragens sem leganda 2

Nas esculturas de Christian Champagne, o olho deve ir para a frente, você quer chegar mais perto, ver detalhes, conhecer os arcos góticos (Estilo arquitetônico caracterizado por arcos altos e pontudos) você quer se encostar nos pilares, ver a fachada renascentista, clássica colunas, subir os degraus de uma escadaria, ter acesso em um pequeno terraço com grades meticulosamente reproduzidos. A luz inclinada aumenta a sensação que desliza por trás de uma parede acima da varanda. Tudo está no coração de um mágico misterioso. Você entra na memória da arquitetura de um repentino ressurgimento. Durante quase vinte anos Christian Champagne trabalha com essa arte esculpindo esses fragmentos arquitetônicos que molda, corta, entalha, cinzela em alto e baixo-relevo, aplicando efeitos na argila. Ele esculpe a memória com uma faca, espátulas, agulhas, laminas. Um dia depois de trabalhar como arquiteto, deixa a sua profissão e escolhe viver em esmagar a terra para dar à luz a esses fragmentos de cidades imaginárias. “A arquitetura, na verdade e um estudo para conhecer a essência, agora vivo os monumentos nas memórias que eu tenho”,“ No início de uma escultura, eu não sei a aparência final, eu procuro a terra, escolho o imperfeito. A argila dá vida ao objeto”. Christian Champagne não gosta de trabalho terminado, ele considera inerte. Sua arquitetura inacabado parecem surgir a partir da quebra do solo.

Miragens sem legenda

Mirages Champagne

Acesse: Eu e minha arte 'KatMcIver ‘ hhttp://arteemterblog.blogspot.com/2010/02/ceramica-de-kat-mciver.html

Miragens  Dans la terre crue

Esculpindo a memória com uma faca

O artista francês estabeleceu a sua reputação criando por vinte anos, as esculturas de terracota. As peças são detalhadamente esculpidas. Eles agitam a imaginação, apresentando efeitos existentes, mas também o cenário fantástico do espírito criativo da Christian Champagne. Essas peças originais inspiradas das maravilhas arquitetônicas que adornavam as paredes das capelas e casas, entre os séculos XII e XIX, de repente parecem eternas e destacam-se como fragmentos de um tesouro perdido. A técnica do artista, passa naturalmente pelo estudo e trabalho a esculpir a terra, o estudo da arquitetura e da perspectiva.

Miragens  sem leg As fantásticas miniaturas esfarrapadas

Miragens 2 les livresOs livros, uma das paixões de Christian Chanpagne. Vemos nas prateleiras de uma biblioteca

Mirágens 2 Des balustrades          Suspenso no vazio ao que parece, o palácio clássico escapou do nada

Miragens 3 Arrahesá la matiere Riqueza de detalhes e leveza na arquitetura gótica

Pierre Faveton/ Fotos Bernard Ladouz /Art&Décoration                       arteemter@gmail.com

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Pernambuco, Garanhuns de Veríssimo

jose verissimo 1

Verissimo.                                           A demonstração                             do imaginário figurativo

Natural de Garanhuns, Pernambuco. Trabalhou como operário automotivo, hoje dedica-se excepcionalmente à arte da cerâmica. É autodidata, tendo no imaginário figurativo sua maior demonstração. José Veríssimo da Silva é também bastante admirado por ser uma espécie de cronista social que expõe suas “análises” com sutileza e profundidade.

jose verissim 2

Acesse: Objetos populares                    http://arteemterblog.blogspot.com/2010/04/01042010.html

jose verissimo 3   Galeria Pontes / arteemter@gmail.com

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Roraima e o artesanato indígena

Peças do artesanato indígena e artefatos produzidos por artistas de Roraima.formando uma vitrine da cultura local para o restante do Brasil e para o mundo. São artefatos decorativos produzidos a partir das fibras de Buriti, de cipó e de Arumá, panelas de barro, bijuterias feitas de sementes e de pedras, e redes, os artesanatos são feitos por índios das etnias: Macuxi, Taurepang, Ingaricó, Wapixana, Wai-Wai, Yanomami, e Yeikuana, e trabalhos realizados por artistas do Sindicato dos Artesãos e pelos adolescentes da Cooperativa Crescer. Tudo isso mostra as belezas culturais do Estado, que com isso fortifica o trabalho e a cultura do povo indígena que produz de forma sustentável, sem derrubar sequer uma palmeira”

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UMA VITRINE DA CULTURA LOCAL PARA O RESTANTE DO BRASIL

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Fotos Antonio Diniz / arteemter@gmail.com

quarta-feira, 9 de junho de 2010

As coisas e invenções de Vieira

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Vieira convive com a arte desde menino. Seu pai, além de construtor de embarcações era um escultor maravilhoso em pequenos formatos. Usava o cedro para desenvolver suas obras de acabamento primoroso. Vieira é inventivo e tão meticuloso quanto o pai. É um escultor-pintor e trabalha envolvendo outros materiais em suas invenções. Vieira produz em madeira, animais, seres, homens e mulheres inspirados na região que nasceu e vive. Todas as obras são pintadas em tinta óleo em cores quentes. Suas mulheres sempre estão vestidas com roupas alegres e carregam próximo ao peito um broche, ou se enfeitam com brincos de miçangas (aproveitamento de bijuterias quebradas e sem uso). Além desse rico imaginário, o artista desenvolve algumas peças utilitárias/mobília: cadeiras de balanço, namoradeiras que trazem em suas pinturas cenas do sertão ou temas como o amor e a liberdade. Aqui, as coisas de Vieira

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ANIMAIS, HOMENS E MULHERES                        INSPIRADOS NA REGIÃO EM QUE       NASCEU E VIVE

Acesse: Uma divertida e apaixonante volta ao tempo      http://arteemterblog.blogspot.com/2010/04/antiquarios.html

Figureiras de Taubaté, tipos, costumes e temas religiosos http://arteemterblog.blogspot.com/2010/01/artesanato-de-taubate-sao-paulo.html 

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vieira 1  Galeria Karandash / Galeria Pontes                               arteemter@gmail.com

terça-feira, 8 de junho de 2010

A diversidade de madeiras na arte de Gabriel Gombossy

gabriel casca de côco e crina de cavalo

Casca de côco e crina de cavalo

Trabalhando com o reaproveitamento de madeiras nobres, que resulta na produção de mobiliário e decoração, além de uma incrível habilidade em esculturas que cria com o mesmo material, Gabriel Gombossy, formado em Belas Artes na UFMG – Minas Gerais, com capacitação em escultura, cria incríveis máscaras com diferentes aplicações de elementos diversos, levando com a sua criatividade a nítida lembranças de mascaras egípcias e africanas, o artista têm sempre em mente a reciclagem de materiais não utilizados e o uso diferente de tonalidades como fator de sua composição. Dentro os tipos de madeira típica brasileira, faz uso de: Freijó, Catuaba, Ipê, Peroba, Imbuia, Tauari, Itaúba, Cumaru, Caxeta, Sucupira, Angelim, Jatobá, Cerejeira, Pau-Roxo.

As máscaras de                       Gabriel Gombossy

 gabriel cerâmica      Cerâmica

gabriel madeira osso e latão                    Madeira, osso e latão

gabriel casca de palneira e osso Casca de palmeira e osso

gabriel ceramica                Cerâmica

gabriel papel e ferro             Papel e ferro       

Acesse. As muitas faces da África http://arteemterblog.blogspot.com/2010/05/as-muitas-faces-da-africa-colecao.html

Cerâmica, a arte de Arthur Gonzalez  http://arteemterblog.blogspot.com/2010/01/ceramicas-de-arthur-gonzalez.html

gabriel pedra                  Pedra

gabriel Casco de jabuti, chifre de boi e osso                   Casco de jabuti, chifre de boi e osso

gabriel madeira             Madeira

Flick / arteemter@gmail.com