sexta-feira, 27 de maio de 2011

Níce Firmeza

Cópia de firmeza 444

O encanto dos

bordados de

Nice

firmeza 444

Roupas e mandalas bordadas são trabalhos artísticos de Nice Firmeza. Acima, porta-retrato bordado com Nice na juventude

 imagem firmeza

Maria de Castro Firmeza, a Nice Firmeza, nasceu em Aracati, Ceará. Artista plástica com muita atividade, pinta, borda e dá aulas a crianças e adultos. As cores e motivos que ela usa retratam a artista, alegre e vívida. Junto com seu esposo, Estrigas também artista, têm um acervo com cerca de 300 obras, entre pinturas, gravuras e esculturas. As obras estão no Mini Museu Firmeza, em Fortaleza sempre movimentado de artistas, pesquisadores e estudantes.

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As mandalas bordadas à mão de Nice Firmeza

CEARÁ 1 (24)

Criativa, alegre, talentosa e cheia de vida, Nice Firmeza. Na verdade, como toda artista, gosta de se reinventar. A pintura é outra paixão. Nice cria arte. A artista foi reconhecida pelo Governo do Ceará como “Mestra da Cultura”

A Artirta Nice Firmeza DN/Eva/Germana Cabral e Cristina Pioner/ Fotos Marília Camelo e Patrícia Araujo.                                                      Arteemter@gmail.com

terça-feira, 17 de maio de 2011

Fibra de bananeira

Carlota de Baturité

Carlota, de Baturité, se revela uma artesã realizada com a família e o artesanato que passou a fazer parte de sua vida.

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A sala da casa virou a loja. No terraço fica o ateliê, onde ela Carlota Maria da Silva, prepara a fibra da bananeira para ser transformada em objetos utilitários e de decoração.São esculturas, móbiles, leques, pastas, baús, bruxas e painéis da Santa Ceia. Graças a esse trabalho, iniciado há dez anos, Carlota cria arte. Uma vizinha dela fazia um curso para produzir papel com a fibra de bananeira. “Ela me ensinou todas as técnicas e, a partir daí, comecei”, explica. O que a artesã mais gosta é de inventar, misturar elementos à fibra e vendê-los, seja em casa, nas feiras, ou nas lojas da região. Quando criança, já ensaiava as habilidades manuais, fazia roupas de boneca e, com 11 anos, confeccionou um vestido de noiva para a prima. Aos 12, bordava à mão para uma empresa de Quixeramobim, sua terra natal.

Arte na folha da

bananeira

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DN /Eva/Germana Cabral e Criatine Pioner/ Fotos: Patricia Araujo     arteemter@gmail.com

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ronaldo Mendes

O artista Naif

019[1]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 São Francisco 

                                                                                             Natural de Belo Horizonte, Minas Gerais, o artista se destacava nas aulas de arte que eram sem dúvidas as que mais gostava. Logo na adolescência fez curso de desenho com Frederico Bracher demonstrando um grande amor pela arte. Durante sua juventude trabalhou com Publicidade e como desenhista arquitetônico, arte finalista, criou estampas para roupas, até que montou uma estamparia e foi lá que aprendeu muito sobre os segredos das cores. Somente aos 30 anos resolveu dedicar-se inteiramente à pintura.

ig. São Francsico de Assis

 

 

 

 

 

 

 

 

Igreja

                                                                                       Começava aí seus estudos em livros, revistas e galerias, observando obras de grandes artistas. Nunca quis fazer cursos de pintura, pois já estava definida uma linha de trabalho, já tinha criado seu próprio estilo com cenas da infância nos interiores de Minas Gerais, um tempo de saudades que não volta mais. Hoje trabalha com grandes Galerias de arte pelo Brasil e exterior .

Nossa Senhora Aparecia e São Jose

Nossa Senhora Aparecida e São José

Ronaldo Mendes orgulha-se em se considerar um artista autodidata e gosta quando o comparam com artistas Naif, Suas peças são de uma leveza e encantamento, apresentando um bela temática, com cores e formas surpreendentes.

Santa Ceia Santa Ceia

Santa Clara

Nossa Senhora Aparecida 

Santa Clara                                  Nossa Senhora Aparecida

Arte naïf

Ou arte primitiva moderna é, em termos gerais, a arte que é produzida por artistas sem preparação académica na arte que executam (o que não implica que a qualidade das suas obras seja inferior). Caracteriza-se, em termos gerais, pela simplicidade e pela falta de alguns elementos ou qualidades presentes na arte produzida por artistas com formação nessa área.

São João

                  São João

O termo naïf presume a existência de uma forma académica de proceder nas artes - uma forma "educada" na crCosme e Damiãoiação artística, que os artistas desta corrente não seguirão. Na prática, contudo, também existem "escolas" de artistas naïf. Ao longo do tempo, o estilo foi sendo cada vez mais aceito e valorizado.

 Cosme e Damião

As principais características da arte naïfSão Jorge (por exemplo, na pintura são a forma desajeitada como se relacionam determinadas qualidades formais; dificuldades no desenho e no uso da perspectiva que resultam numa beleza desequilibrada mas, por vezes, bastante sugestiva

 São Jorge           

São Jorge Criança

São Jorge Criança

Pequeno São Francisco

 Pequeno São Francisco

Casamento

Casamento

http://www.artmajeur.com / arteemter@gmail.com

sábado, 2 de abril de 2011

Maria Cândido Monteiro

Maria cheia

de arte

Maria Cândido Monteiro, foi uma das artesãs mais engajadas na arte com o barro. Aos nove anos, além de brincar com as panelinhas, já ensaiava as primeiras peças. As obras de MCM, assinatura artística de Maria Cândido, ora surgiam como imagens de santos, ora como candomblé. Figuras negras são recorrentes, tanto que elegeu Nossa Senhora Aparecida e São Benedito como os santos preferidos. A vida de Maria Cândido foi de sincretismo. Criada na religião católica, diz ter sido muito beata, Sua dedicação foi exclusiva ao barro e, MCM  não se considerava uma artista. Só admitirá ser chamada assim quando conseguisse contar a própria história, por meio dos temas. Antes disso, no entanto, acumulava prêmios, a exemplo da Categoria Folclore, em 2004, e Crença no Nordeste, em 2006, concedidos pelo Governo do Paraná. Também ganhou o troféu de Mulher Empreendedora, em 2006, e o Prêmio Mulher de Negócios, em 2007 e 2008, todos pelo Sebrae-CE. Seus trabalhos já ilustraram livros, calendários, agendas e um CD de violonistas cearenses.

image  “Eu me inspiro nessas artes, rabisco aquilo que entendo e depois faço os meus temas” MCM

Maria Cândido Monteiro nasceu em Juazeiro do Norte, CE. Por trabalhar o barro em conjunto com a mãe, Maria de Lourdes Cândido e a irmã, Maria do Socorro, ficaram conhecidas como "as três marias". Seus trabalhos apresentam bastante semelhanças entre si, embora cada artista mantenha sua produção própria. Maria Cândido preocupa-va-se em produzir peças bem acabadas. Inspirava-se em fotos de revistas, jornais ou em outros materiais visuais com os quais teve contato, misturando-os sempre à sua imaginação. Não raro, começava a modelar o barro, sem qualquer intencionalidade e, ao final, surpreendia-se com os resultados obtidos. Além das placas decorativas, que chama de "temas", fez reisados, quadrilhas e lapinhas.

image  Obra esculpida com barro do acervo de Maria Cândido Monteiro, Artesã cearense que faleceu em agosto 2010

DN/Eva/ Textos: Germana Cabral e Cristina Pioner/Fotos: Marília Camelo e Patrícia Araújo                                    arteemter@gmail.com

sábado, 26 de março de 2011

Arte Mineira

O Triunfo de São Jorge 50CM  - Cópia

O Triúnfo de  São Jorge

Humberto de

Araújo

Mineiro nascido em Belo Horizonte. Sempre teve fascínio por várias formas de arte como: música, arquitetura e artes plásticas. Tendo grande admiração por esculturas dos povos da antiguidade até os tempos atuais. Fez a primeira escultura aos dez anos de idade em um barranco no quintal de casa. Nunca mais deixou de esculpir. Há quatorze anos a escultura é a sua profissão inspirado nos encantos das Minas Gerais

DSC00536Cabeças

Cabeças esculpidas em madeira

CABEÇAS ESTUDO 1Cabeças estudo

MULHERES MINEIRAS 50cmMulheres mineirasIRMÃS_5~1Irmãs

MATRIARCAS

 

 

 

         

 

 

 

         Matriarcas

MINEIRIDADE Madeira de demolição

DAMAS DA NOITE 50cm      Mineiridade                               Damas da noite

MULHERES EM AZUL 50cm 2007

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mulheres de azul

araujohum / arteemter@gmail.com

terça-feira, 15 de março de 2011

Fibras

A fibra da

bananeira

do Maciço

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O interesse de Maria Josimar Ferreira da Silva, como a fibra da bananeira foi grande. Inicialmente, utilizava a matéria- prima apenas como trançados para bolsas, jogos americanos, caixas de presente e sandálias. Agora a trama dá lugar a outro produto: o papel proveniente da fibra, a mais nova paixão de Rosa, A partir desse papel, as possibilidades foram se ampliando, tanto na textura como na cartela de cores. Com o seu grupo, o Baturiarte, Rosa desenvolve luminárias, caixas revestidas, pastas e até convites de casamento. Para quem vê uma peça produzida com a fibra da bananeira pensa que o processo é simples, mas tanto o trançado como o papel, é preciso dominar as técnicas. Por exemplo, do tronco da bananeira são extraídos subprodutos: filé, contrafilé, renda. Só quem conhece sabe como aproveitar a matéria-prima total.

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Com uma faca afiada, Rosa mostra sua habilidade na extração das fibras de um tronco que pesa, em média, 40 a 50 quilos, tirando a casca por casca, uma por uma. Entretanto, nesse caso, cada camada tem a sua utilidade.

Rosa, artesã de Baturité, quer sempre mais. Seu sonho é descobrir uma técnica para utilizar a folha da bananeira verde.“Estou quase conseguindo. Já testamos, mas ainda não sei como fazer.Tenho esperanças”

Do filé é possível bordar e fazer crochê. O contrafilé é mais utilizado na urdidura (Conjunto de fios transversais à largura do tear) e, a renda, na mistura da trama, pois sua textura garante efeito especial. São estas variações que encantam Rosa, cuja especialidade são os arranjos florais com a fibra da bananeira.. Além disso, gosta de todas as etapas da produção do papel da bananeira, que tanto pode ser da folha seca ou do caule. O processo é praticamente o mesmo, porém o resultado é bem diferente.

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O BATURIARTE, criado em 2004, reúne artesãs que utilizam a folha e o caule da bananeira para desenvolver peças utilitárias e de uso pessoal. Aproveitando a fartura da matéria- prima em Baturité, cerca de oito mulheres se dedicam, com muita perseverança, à criação de trabalhos diferenciados. Numa pequena sala, localizada na antiga Estação Ferroviária, elas se encontram toda semana, mas boa parte do artesanato é feito em suas casas. Segundo a presidente do Baturiarte, Nanci de Freitas, como apoio e o incentivo do Sebrae já está sendo discutida uma parceria coma Prefeitura para melhorar as condições de trabalho das artesãs.

imageO Grupo Baturiarte se reúne num dos galpões da antiga Estação Ferroviária de Baturité. O prédio, inaugurado em 1882, ainda no governo imperial de D.Pedro II, foi tombado pelo Iphan

image                  Luminárias

image                                                                                                       Luminárias com papel oriundo da fibra da bananeira é resultado de um processo desenvolvido por artesãs de Baturi

DN/Eva/ Textos: Germana Cabral e Cristina Pioner/Fotos: Marília Camelo e Patrícia Araújo                                    arteemter@gmail.com

quinta-feira, 10 de março de 2011

Cestarias

Trançados, fios

cheios de

fibras.

Muitas comunidades se caracterizam pelo tipo de trançado utilizado nas cestarias, seja pela origem e influências ou pela matéria prima disponível na região. Segundo a definição, esta importante técnica de manufatura, utilizando a mão desarmada ou os dedos em atividade prensil, remonta de 11 mil a.C., e  só não é mais antiga que a confecção de cordas, malhas ou filé.f1cestarias_indigenas

ARUMÃ E BURITI                                                                  Da esquerda para a direita:                                                       Cesto cargueiro de arumã dos Waimiri Atroari                     Abanador e cesto de arumã dos Apalai                                      Cesto Kunho e cesto cargueiro de buriti dos Mehinako

O buriti e o arumã são as fibras mais utilizadas entre os índios brasileiros. O trançado, grafismo e formatos são característicos de cada etnia.

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CIPÓ TITICA E ARUMà                                        Da esquerda e inferior:

Cesto xotó, pintados com urucum e naturais, de trançado de cipó titica, que é muito resistente e de longa durabilidade caraterístico da etnia Yanomami                                                                    Acima, ao centro, cesto de fibra de arumã da etnia Tikuna

f3cestarias-de-arumc3a3[1]  ARUMÃ E TUCUM

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Da esquerda para a direita:

Caixinhas com tampa, de arumã da etnia Baré

Cesto com tampa e alça de tucum Parakanã

f4cestarias_uru_carnaubaCARNAÚBA                                                   Trançados de Ilha Grande de Santa Isabel -                          Delta do Rio Parnaíba - Piauí

Os trançados da Associação dos Artesão da ilha Grande de Santa Isabel, hoje são a principal fonte de renda de 25 famílias da região. Aos homens cabe a tarefa da colheita da palha verde de carnaúba que é exposta ao sol para secar, e às mulheres os trançados e pintura final das cestarias.

Cestos uru, de tradição indígena, em vários tamanhos 

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CARNAÚBA                                                             Da mesma fibra de carnaúba e com um toque de design dado pelo SEBRAE e o Artesanato Solidário a Associação dos Artesão da Ilha Grande de Santa Isabel surpreende pela variedade de trançados e cores.

São mandalas, sousplats, centros de mesa, fruteiras, cestos de pão e até cúpulas para luminárias.

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CIPÓ de LEITE, BAMBU, BABAÇU e BURITI        Da esquerda para a direita:

Cesta de pic-nic, de cipó de leite, da Associação Trançados de Parnaíba, no Piauí

Caixinha de buriti de Urucuia, Minas Gerais.   Vários modelos e tamanhos, porta CDs, caixas de chá, ideal para embalagens de vários produtos

Caixinha de fibra de babaçu, feita para acondicionar o sabonete de babaçu da Associação das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Maranhão.

Samburás e balaios de bambu da Trançados de Januária, Minas Gerais

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CAPIM DOURADO                                                          Associação de Mateiros do Jalapão,Tocantins

O Capim Dourado foi redescoberto nos anos 2000. Inicialmente utilizado para o consumo local na região do Jalapão, Tocantins, ganhou estilo e design com os programas de capacitação do SEBRAE.

Caixinhas de tamanhos variados, P, M, G, sousplats, cestos de pães, fruteiras, bolsas e acessórios

cestaria_itaobim   TABOA de ITAOBIM

A Associação Itaobim que fica no município de mesmo nome, em Minas Gerais no Vale do Jequitinhonha trabalha com a fibra da taboa produzindo esteiras e caixas de vários tamanhos, ideais para embalagens e organização de armários.

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TABOA de POTIM

O grupo Potim Artesanato, do povoado de Potim, na região do Vale do Paraíba, em São José dos Campos, produz com a fibra da taboa cestas, caminhos de mesa, lugares americanos, porta-guardanapos, porta-copos, porta-pirex, porta-trecos, bolsas, revisteiros e cachepôs.

O nome do povoada de Potim deriva do ribeirão, afluente do Rio Paraíba do Sul. Potim em tupi significa  camarão de água doce e é comum até hoje nas águas do ribeirão.

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TUCUM

Tucum fibra natural. Este cabo é muito forte e é um 100% natural feito com folhas de palmeira. O produto é artesanal na Amazônia.

pontosolidario / arteemter@gmail.com