quinta-feira, 8 de julho de 2010

Design Solidário

moringa 1Moringa de alumínio revestida de couro modelado, com fechamento em trançado de fio tento.

Projeto dos Alunos da Design Academy Eindhoven (designer)Artesãos da Associação dos Artesãos do Sertão Central Serrita-PE

Objetos desenvolvidos durante                       projeto Design Solidário

moringa 2Moringa de alumínio, revestida em couro modelado; fechamento frontal por cruzamento de tiras estreitas de couro.

O Projeto Design Solidário foi uma iniciativa coordenada pela A CASA é uma iniciativa pioneira entre quatro instituições: A CASA em São Paulo, Academy Design Eindhoven na Holanda, Associação Comunitária Monte Azul na Zona Sul de São Paulo e a Fundação Padre João Câncio em Serrita, PE. Os alunos holandeses foram encaminhados tanto para Serrita, PE onde desenvolveram produtos em couro como para as marcenarias da Associação Comercial Monte Azul, SP.

A CASA teve como objetivo otimizar e revitalizar objetos artesanais e vem desenvolvendo projetos cuja proposta central é de promover encontros e ações conjuntas entre o Design- concepção urbana e o patrimônio cultural do artesanato

moringa 3Moringa de alumínio revestida de couro modelado, com cortes irregulares e pespontados.

moringa 4Moringa de alumínio revestida de couro modelado, guarnição de zíper na parte frontal 

gamela 1Gamela moldada em papel machê, com interior pintado em vermelho 

gamela 2Gamela confeccionada em papel machê moldado e pintado

prato de jornalPrato de papel de revista, enrolado, aplainado e colado

Fotografias Marcelo Uchôa  / A Casa.Org                        arteemter@gmail.com

quarta-feira, 7 de julho de 2010

ARTE BANIWA

baniwa 1Cesta togeliforme ou balaio ( wayála) Confeccionada em fibra de uramã natural e tingida de preto, kettamárhi (desenho de um tipo de besouro) Povos Baniwa (artesão) Alto Rio Negro Bacia do Rio Içana

Além da peneira e do tipiti,                                      os baniwas tramam os urutus                                                                       (ooloda, na língua baniwa)

naniwa 2Cestaria baniwa (em arumã)

Desenhos milenares inscritos nas pedras, conhecimentos de botânica adquiridos na própria vivência na mata, destreza manual, cultura revalorizada. Desses ingredientes é feita a arte Baniwa. A obstinação de antropólogos, sociólogos, educadores, etnobotânicos e agrônomos reunidos em torno a organizações dedicadas ao trabalho junto às comunidades indígenas, soube valorizar e dignificar a arte indígena e viabilizar o desenvolvimento sustentável desse grupo étnico, tornando possível a comercialização de seus artefatos

baniwa 3 Por que esse artesanato é visto como arte?

baniwa 4 Cesta tigeliforme ou balaio (waláya)                                            Esta cesta é considerada pelos baniwa a mais trabalhosa, especialmente pelo acabamento que requer o beiral. Há vários tipos de acabamento: em arumã natural ou apenas raspado, sem tingimento; ou com grafismos coloridos, marchetados em uma ou nas duas faces.

Alto Rio Negro, Bacia do Rio Içana, fronteira com a Colômbia e a Venezuela. É nesse pedaço de Floresta Amazônica que se encontra uma população de 12 mil índios, sendo cerca de 4 mil no Brasil, ocupando a maior parte de uma área de 100.000 km2 (solos áridos e pobres, manchas descontínuas de terra firme separadas por igapós), no Estado do Amazonas. É a etnia baniwa, parte do grupo linguístico aruak. Habitando há séculos o extremo noroeste do Brasil, os povos baniwa vivem tradicionalmente da cultura da mandioca brava e da pesca. Seus artefatos, usados apenas para consumo da tribo, passaram aos poucos, e em pequenas quantidades, a serem trocados por bens de consumo, ou ainda – costume estabelecido pelas missões católicas – “pagos” com roupas usadas.

Dignificar a arte indígena é viabilizar o                 desenvolvimento sustentável

baniwa 5  Cesta vasiforme, em trançado de fibra de arumã, tricolor

O que é a arte baniwa? Como ela consegue ser fiel às suas características milenares? Por que esse artesanato é visto como arte? O homem baniwa colhe o arumã, recolhe as plantas que servirão para o tingimento e a fixação das cores, prepara e corta a palha, realiza o trançado das peneiras, dos cestos e do tipiti. A mulher baniwa rala, espreme a massa de mandioca ralada no tipiti, coa na peneira, processa a mandioca: faz farinha e beijus nos artefatos criados pelo seu homem. É assim desde sempre.

Além da peneira e do tipiti, os baniwas tramam os urutus (ooloda, na língua baniwa), que servem para guardar farinha, beiju ou roupa, e também a mandioca, antes ou depois de espremida no tipiti. O arumã (Ischnossiphon) cresce em touceiras, em terrenos úmidos ou semi-alagados, e brota após o corte. Além do arumã, os baniwas também usam a jacitara, o caranã e o javari. E, lendo esses nomes de plantas brasileiras, nos damos conta de quanto desconhecemos nosso país!

Maria Helena Estrada

baniwa 8  Cesta vasiforme ou jarro (hakadádali), em trançado de fibra de arumã bicolor

baniwa 9 

Cesta vasiforme ou jarro (hakadádali), em trançado de fibra de arumã bicolor natural e pigmentada em vermelho e preto.

O termo hakadádali, em baniwa, refere-se ao formato barrigudo de uma cesta ou cerâmica, palavra que também se aplica às pessoas (mulheres grávidas, por exemplo) e aos animais. Consta que, para os baniwa, este tipo de cesta tem o formato do universo. Antigamente eram feitos também de cipó, e usados para guardar miudezas e iscas para pescar

baniwa 6  Cesta paneiriforme – Urutu. Elaborada em fibra de arumã nas cores preto e natural, acabamento em aro plano

baniwa 7  Cesto paneiriforme ou urutu, elaborado em fibra de arumã trançada nas cores preto e naturalm, aro plano com tingimento em vermelho

beniwa 77  Cesta paneiriforme – urutu. Povos baniwa (artesão)                     executada pelo entrançamento de fibras de arumã, com motivo gráfico diákhe (desenho/movimento infinito) em fibra tingida de preto

Textos Expressão Cultural – Beto Ricardo/ISA / Maria Helena Estrada / foto Marcelo Uchôa /acasa.org /  Federação das Associações Indígenas do Rio Negro (FOIRN). OIBI (Organização Indígena da Bacia do Içana)                                       

arteemter@gmail.com

terça-feira, 6 de julho de 2010

TAMPINHAS DE GARRAFAS

Fim de festa…                                 Agora é transformar em arte

DI-2-P[1]A festa acabou são muitas tampinhas espalhadas por toda a casa, ai você não sabe o que fazer com as tampinhas de garrafas depois da festa?  É só usar a criatividade. Faça arte. Tenta fazer algo e até incentivar você mesmo ou as crianças, já sabemos que é possível fazer arte com tudo e então é só aproveitar que a galera consumiu bastante e transformar o que seria lixo em alguma coisa útil.

DI-1-P[1]Na natureza, nada se perde. Nada se cria. Tudo se transforma em arte.

Rê Rodrigues / cyberartes                                                    arteemter@gmail.com

segunda-feira, 5 de julho de 2010

As Marias. Marias Cândido

canaannovo-1Peças em relevo                                    atravessando gerações

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Em Juazeiro do Norte no Estado do Ceará. Uma família atravessa gerações trabalhando para perpetuar as esculturas com barro. São as Marias: Maria de Lourdes Cãndido –MLC,que esculpe e pinta sua arte, Maria Cândido Monteiro –MCM, sua filha que segue os passos da mãe é a que mais se assemelha, com mais outras 5, Maria Cícera Monteiro - Ciça, Maria do Socorro Cândido - MSC, Maria Francisca Monteiro - MFC,e Maria das Dores Monteiro - MDM, mais Elias Cândido o filho mais novo, todos dedicados a arte, todas artesãs que passaram a modelar peças decorativas, máscaras e quadros, tendo como suporte placas de barro nas quais são fixados adereços, objetos e figuras, em alto relevo, formando o conjunto uma imagem em relevo tridimensional.

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Assim juntas vão criando, já tendo inclusive a participação das netas dando continuidade aos trabalhos da arte popular nas esculturas de barro. As peças retratam a história, personagens e figuras importantes como Padre Cícero, Lampião, Cenas Bíblicas, Profissões além de Reisados, Cirandas, Banda de Pífanos, Família Viajando, Anjos, Festas Juninas e muitas outros temas e cenas do cotidiano como Namoro na Praça, Trabalhadores Braçais . Os trabalhos feitos com barro pelos membros da família Cândido, constam do acervo de importantes museus e coleções particulares no Brasil e no exterior, e constituem um dos melhores conjuntos da arte popular brasileira.

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Assim juntas vão criando, já tendo inclusive  a participação das netas dando continuidade aos trabalhos da arte popular nas esculturas de barro.

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candido 14Cerâmicanorio / Renato Wandeck  / DN                                     arteemter@gmail.com

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Janelas ao olhar

7Canadense Rosemary Gallinger Prince Edward Island, Canadá   Rosemary Gallinger “Canadá”

Um quadro exposto para fora ao olhar de todos

marisa 26    Marisa

MÁRCIO MACHADO    Márcio Machado

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Percepção rápida, sentido aguçado, leveza, desses maravilhosos fotógrafos, ao perceberem, que uma simples janela é uma obra de arte, um quadro exposto para fora..

marisa 9 Marisa

54713187.WhiteShutters[1] 

54713766.PinkGeraniums[2]

marisa 17 Marisa

marisa 5 Marisa

83304493.7JG5OBkN.RedandBlackcrop[1]

marisa7 Marisa

marisa 31 Marisa

noémia 2 Noémia Costa Dias

noémia 3 Noémia Costa Dias

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Artistas de Minas

foto 1helio                           Cálice (cerâmica)       

Hélio Siqueira, sempre em busca    de novas conquistas na arte

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"Sou de uma geração que tem no desenho um grande aliado. Encontro nele a âncora de sustentação para a livre criação nas artes plásticas”                                                                                  Hélio Siqueira

Hélio Siqueira, nasceu em Ouro Fino, Minas Gerais é um dos grandes expoentes da Arte Mineira Contemporânea.
No início de sua carreira, o desenho é o grande tema de partida de toda sua obra. Hélio freqüentou diversos ateliers de gravura e pintura, sendo orientado por grandes mestres, até se tornar um deles aulas. Durante todo esse período, sua pintura mereceu reflexões em busca de uma nova linguagem. A figuração, as imagens representativas da realidade exterior se fundiam com elementos da paisagem interior. A procura de novas conquistas na arte de Hélio Siqueira parece não ter fim, ele sempre tem algo a encontrar. Depois de tantos estudos e pesquisas em várias técnicas, desenho, pintura, gravura, ele ainda quer trilhar novos caminhos, buscar outros valores e entra num novo universo: a cerâmica. se dedica completamente à pesquisa das técnicas de confecção e queima, junto a outros artistas, oleiros e forneiros. A cerâmica lhe permite explorar texturas, massas e volumes.

foto 4 helio              Nossa Senhora das Cabeças (cerâmica)

O fato do artista deixar de lado os pincéis, preferindo usar as mãos diretamente na modelagem e confecção das cerâmicas, já demonstra em suas peças, um reencontro com lembranças antigas. As imagens sacras, dos tempos de infância, todo o simbologismo da fé, crença e religiosidade mineira, floresce nesta mais recente produção do artista.
A mostra de Hélio Siqueira em Campinas não é uma retrospectiva de toda sua obra, é uma comemoração de 30 anos dedicados às Artes Plásticas; uma excelente oportunidade para o público campineiro e de toda região, de ver, rever, se encantar e se emocionar diante de tamanha beleza, criatividade e talento desse que hoje é um dos maiores representantes da arte contemporâneanacional.                                                           Iracema Salgado
Curadora

foto 2 helio   “Oferendas” cerâmica e cobre

foto 3 helio  “Oferendas” cerâmica e ferro

“O artista é um agente cultural nato porque possui uma aguda consciência dos valores culturais”.                                              Hélio Siqueira 

flor do serrado “Flor do Serrado”  por Hélio Siqueira

“O artista é um agente cultural nato porque possui uma aguda consciência dos valores culturais”.                                              Hélio Siqueira

foto 5 helio“Sala dos milagres, cerâmica e lona”

“Não há receitas nem fórmulas prontas. A atividade exige constantes atualizações, é preciso ser sensível para descobrir caminhos e trabalhar nas brechas. Achar uma forma nova de cultivar a fantasia e não cerceá-la."                                                                         Hélio Siqueira

foto 6 helio

“Altar” cerâmica, lona e ferro, instalação

Iracema Salgado “Curadora” Fotos: Thomas Harrel  arteemter@gmail.com