domingo, 7 de março de 2010

Móveis forrados de retalhos

Patchwork
Das vovós de antigamente 

Patchwork não é mais nem menos do que aquilo que as vovós de antigamente faziam, trabalhar com retalhos, elas adoravam. Patchwork é a técnica que une tecidos com uma infinidade de formatos e estilos diversos. Inicie aplicando em objetos ou móveis pequenos com o tempo você parte para móveis maiores como poltronas, sofás, quadros e muito mais, o importante mesmo é a variedade na arte de unir e a escolha dos tecidos: camurça, algodão, veludo, escolha tecidos bem destacados, tecidos com padrões e tons de destaque, não existe regra o que vale é a sua criatividade e seu bom gosto.


 Poltrona dos anos 1960 Lena, customizada 
pela Garimpo-Fuxique. A obra na parede,
 de Isabella Carvalho, é um semblage,
técnica que usa colagens de materiais sobre tela.
Fotos Marcos Antonio - CJ

 

 








apartmenttherapy

sábado, 6 de março de 2010

Artesanato de Minas Gerais

Os ambientes arte artesanato da Oficina de Agosto

Ambientes

A arte artesanato criado tem a preocupação em mostrar um produto diferenciado, e de qualidade. O funcionamento da Oficina de Agosto teve um impacto muito grande na região, e através dela, promover o desenvolvimento sustentável e a inclusão social num lugar muito carente de trabalho. Hoje o Bichinho, Minas Gerais recebe turistas do mundo inteiro, interessados em adquirir artesanato que é reconhecido pela sua qualidade. Ao empregar as pessoas da região em busca de profissão, a Oficina de Agosto procura despertar aptidões nos indivíduos. Viabilizando o artesanato como uma fonte permanente de renda sem agredir e descaracterizar o meio ambiente, desde sua criação, a oficina tem como principal característica à utilização de materiais recicláveis como fonte de matéria prima. Ao contratar uma mão de obra independente e a fornecer toda a madeira utilizada, a ação conseguiu impedir a progressiva degradação ambiental na região. A conscientização de seus funcionários e terceirizados em relação à preservação e aos cuidados com o meio ambiente foi fundamental para a manutenção da área onde a comunidade vive e extrai o seu bem-estar. Com suas iniciativas, a Oficina de Agosto transformou o artesanato na base sustentável do desenvolvimento local e conseguiu despertar nas pessoas o seu potencial.








sexta-feira, 5 de março de 2010

Artesanato do Ceará

Força e beleza singular

Não só de cerâmicas, rendas, cipós e labirintos, vive o artesanato do Ceará. Nas nossas garimpagens de idas e vindas, mas viagens e nas descobertas de peças por amigos ai a fora, vivenciamos a arte nata que saem das veias de quem as faz. Muitas vezes são coisas simples, mas de uma força e beleza singular, isso mostra a inventividade da nossa gente.

Peças garimpadas em Guaramiranga - Ce .
Feitas em madeira com formas
bem primitivas, interessante e simples.

Foto Helder Lima
Informações arteemter@gmail.com

quinta-feira, 4 de março de 2010

Frédérique Morrel

 Re-objetos

O designer francês Fréderique Morrel, faz suas criações baseadas em moldes de poliuretamo, e taxidermia “antigo processo de encher ou cobrir de palha ou outro material animal morto, deixando-o com aparência de vivo”, coberto de bordados, cada peça é única e feita à mão. Morrel surgiu com a ideia de trabalhar com bordado depois que sua avó faleceu e tendo os seus bordados lançados para fora sem a menor cerimônia. Depois de superar o choque inicial, partes dessas peças foram aproveitadas, você percebe após um olhar mais detalhado que cada uma conta uma história graças às cenas idealizadas da vida – os animais, nus, caçadores, flores e muito mais reunidas pelo artista. No seu trabalho, Fréderique chama de re-objetos criando, uma série de esculturas em tamanho natural, abrangidos em bordados que ele chama de fantasmas, além de pufes, almofadas, tapeçaria, banquetas, mobiliário, luminárias, bandejas e outros acessórios. São experiências, talento e habilidade da mão humana. "Minha arte e projetada para re-ligar-se com valores, respeito e humor". Fréderique Morrel com suas criações cuidadosas e utilizando bordados salvou do esquecimento, no interesse da redenção do árduo trabalho envolvido em sua criação original. Vale a pena.






Exposição do artista em loja de departamento


Em qualquer lugar da loja, você pode
 encontrar cara a cara com um cervo nobre,
um unicórnio ou  algo mais  




Kristin Hohenadel/Fotos: Philippe Cluzeau
arteemter

quarta-feira, 3 de março de 2010

Artesanato do Tocantins

Projeto Capim Dourado.
Coleção Jalapa

Nas veredas do Jalapão, região leste do Tocantins, nasce uma das grandes riquezas do Estado. O Capim Dourado é a haste de uma pequena flor branca da família das sempre-vivas, que reluz no seu brilho dourado os sonhos e esperanças de um povo há muitas gerações. Neste universo à parte, feito de areias, montanhas e nascentes, são colhidos os molhos de capim para fazer as peças artesanais que têm mudado a vida de muitas famílias tocantinenses. A espécie de capim em tom de ouro não existe em nenhuma outra parte do mundo. A técnica de transformar um emaranhado de fios em assessórios e peças ornamentais foi resgatada pelas mãos de artesãos descendentes de escravos, que aprenderam com os índios a forma de tecer o capim e dar-lhe formas especiais. A extração ilegal da matéria-prima e sua exportação clandestina para outros Estados deixam os moradores preocupados.

Capim Dourado

 O grande sucesso entre os turistas fez com que o artesanato de capim dourado fosse bastante requisitado e desejado para consumo. Com o aumento da demanda esbarrou-se em outro problema, a queda na qualidade dos produtos, pois muitas pessoas também passaram a produzir em outros lugares do Brasil, colocando em xeque a excelente referência deste artifício tocantinense. Emprenhado em criar uma identidade diferenciada para os produtos e agregar valor a este conhecimento, o Sebrae Tocantins, percebeu que era possível transformar essa realidade. Após diagnosticar o que era preciso aprimorar nasceu o PROJETO CAPIM DOURADO, que inicialmente é desenvolvido com os artesãos do Município de Ponte Alta do Tocantins.


Anteriormente, a instituição havia trabalhado com os artesãos por meio de capacitações que ensinam o manejo do capim dourado, a época e forma da colheita, acondicionamento dos produtos, entre outros. Em seguida, uma consultoria foi realizada visando à preparação para novos mercados e a criação de produtos distintos. Desta iniciativa originou-se a COLEÇÃO JALAPA, uma marca própria que trouxe boas e novas expectativas para os artesãos. A vivência trabalhou a aproximação entre o design e o artesão e criou novos produtos concebidos com foco no aperfeiçoamento da qualidade da produção artesanal, permanência da tradição e melhoria das condições sociais dos artesãos. O objetivo é promover a inserção competitiva do artesanato da região do Jalapão nos mercados nacionais e internacionais, proporcionando o desenvolvimento sustentável da atividade artesanal através do fortalecimento dos pequenos negócios. O Sebrae Tocantins entende que o conhecimento e a inovação são combustíveis que impulsionam rumo ao crescimento, inclusão social, geração de renda e trabalho. O saber fazer, somado às mãos habilidosas dos artesãos resultam na expectativa de ver os sonhos virarem realidade. O Catálogo apresenta o resultado do trabalho desenvolvido com a comunidade artesã e as novas perspectivas em direção ao um futuro reluzente, assim como o elemento fundamental para a concretização deste ideal: o capim dourado.












Capim Dourado: Coleção Jalapa:Coordenação : Heloisa Crocco. Design de Produto: Fernando Maculan, Heloisa Crocco, Marcelo Rosenbaum, Thaís Márquez. Vídeo: Thomas Sellins. Consultoria em Design: Ada Gabriela, Hemly Barsch, Juliane Gosch. Identidade Visual e Projeto Editorial-Gráfico: Marcelo Drummond. Fotografia: Fábio Del Re. Texto: Aline Brabo, Alessandra Bacelar (SEBRAE Tocantins)