quinta-feira, 4 de março de 2010

Frédérique Morrel

 Re-objetos

O designer francês Fréderique Morrel, faz suas criações baseadas em moldes de poliuretamo, e taxidermia “antigo processo de encher ou cobrir de palha ou outro material animal morto, deixando-o com aparência de vivo”, coberto de bordados, cada peça é única e feita à mão. Morrel surgiu com a ideia de trabalhar com bordado depois que sua avó faleceu e tendo os seus bordados lançados para fora sem a menor cerimônia. Depois de superar o choque inicial, partes dessas peças foram aproveitadas, você percebe após um olhar mais detalhado que cada uma conta uma história graças às cenas idealizadas da vida – os animais, nus, caçadores, flores e muito mais reunidas pelo artista. No seu trabalho, Fréderique chama de re-objetos criando, uma série de esculturas em tamanho natural, abrangidos em bordados que ele chama de fantasmas, além de pufes, almofadas, tapeçaria, banquetas, mobiliário, luminárias, bandejas e outros acessórios. São experiências, talento e habilidade da mão humana. "Minha arte e projetada para re-ligar-se com valores, respeito e humor". Fréderique Morrel com suas criações cuidadosas e utilizando bordados salvou do esquecimento, no interesse da redenção do árduo trabalho envolvido em sua criação original. Vale a pena.






Exposição do artista em loja de departamento


Em qualquer lugar da loja, você pode
 encontrar cara a cara com um cervo nobre,
um unicórnio ou  algo mais  




Kristin Hohenadel/Fotos: Philippe Cluzeau
arteemter

quarta-feira, 3 de março de 2010

Artesanato do Tocantins

Projeto Capim Dourado.
Coleção Jalapa

Nas veredas do Jalapão, região leste do Tocantins, nasce uma das grandes riquezas do Estado. O Capim Dourado é a haste de uma pequena flor branca da família das sempre-vivas, que reluz no seu brilho dourado os sonhos e esperanças de um povo há muitas gerações. Neste universo à parte, feito de areias, montanhas e nascentes, são colhidos os molhos de capim para fazer as peças artesanais que têm mudado a vida de muitas famílias tocantinenses. A espécie de capim em tom de ouro não existe em nenhuma outra parte do mundo. A técnica de transformar um emaranhado de fios em assessórios e peças ornamentais foi resgatada pelas mãos de artesãos descendentes de escravos, que aprenderam com os índios a forma de tecer o capim e dar-lhe formas especiais. A extração ilegal da matéria-prima e sua exportação clandestina para outros Estados deixam os moradores preocupados.

Capim Dourado

 O grande sucesso entre os turistas fez com que o artesanato de capim dourado fosse bastante requisitado e desejado para consumo. Com o aumento da demanda esbarrou-se em outro problema, a queda na qualidade dos produtos, pois muitas pessoas também passaram a produzir em outros lugares do Brasil, colocando em xeque a excelente referência deste artifício tocantinense. Emprenhado em criar uma identidade diferenciada para os produtos e agregar valor a este conhecimento, o Sebrae Tocantins, percebeu que era possível transformar essa realidade. Após diagnosticar o que era preciso aprimorar nasceu o PROJETO CAPIM DOURADO, que inicialmente é desenvolvido com os artesãos do Município de Ponte Alta do Tocantins.


Anteriormente, a instituição havia trabalhado com os artesãos por meio de capacitações que ensinam o manejo do capim dourado, a época e forma da colheita, acondicionamento dos produtos, entre outros. Em seguida, uma consultoria foi realizada visando à preparação para novos mercados e a criação de produtos distintos. Desta iniciativa originou-se a COLEÇÃO JALAPA, uma marca própria que trouxe boas e novas expectativas para os artesãos. A vivência trabalhou a aproximação entre o design e o artesão e criou novos produtos concebidos com foco no aperfeiçoamento da qualidade da produção artesanal, permanência da tradição e melhoria das condições sociais dos artesãos. O objetivo é promover a inserção competitiva do artesanato da região do Jalapão nos mercados nacionais e internacionais, proporcionando o desenvolvimento sustentável da atividade artesanal através do fortalecimento dos pequenos negócios. O Sebrae Tocantins entende que o conhecimento e a inovação são combustíveis que impulsionam rumo ao crescimento, inclusão social, geração de renda e trabalho. O saber fazer, somado às mãos habilidosas dos artesãos resultam na expectativa de ver os sonhos virarem realidade. O Catálogo apresenta o resultado do trabalho desenvolvido com a comunidade artesã e as novas perspectivas em direção ao um futuro reluzente, assim como o elemento fundamental para a concretização deste ideal: o capim dourado.












Capim Dourado: Coleção Jalapa:Coordenação : Heloisa Crocco. Design de Produto: Fernando Maculan, Heloisa Crocco, Marcelo Rosenbaum, Thaís Márquez. Vídeo: Thomas Sellins. Consultoria em Design: Ada Gabriela, Hemly Barsch, Juliane Gosch. Identidade Visual e Projeto Editorial-Gráfico: Marcelo Drummond. Fotografia: Fábio Del Re. Texto: Aline Brabo, Alessandra Bacelar (SEBRAE Tocantins)

terça-feira, 2 de março de 2010

Artesanato de Tocantins

O capim dourado do Jalapão

Vaso Lau

O artesanato feito com o capim dourado, só é encontrado no Cerrado do Jalapão, no Estado do Tocantins. São artesanatos produzidos por artesãos da comunidade Mumbuca, formada por pequenos agricultores/artesãos que sobrevivem do extrativismo na região do Jalapão. A comunidade Mumbuca, transformou o artesanato de capim dourado em sua principal fonte de renda. Estudos botânicos e de manejo comunitário estão sendo realizados para garantir a exploração sustentável do capim dourado – colhido apenas uma vez ao ano nas veredas do Jalapão. E crescente a popularidade do artesanato de capim dourado. A planta, que só existe nessa região, permite a realização de trabalhos de extrema beleza. As bolsas, cintos, pulseiras, bandejas, vasos, descansos e chaveiros feitos com a palha ficam com a aparência e o impressionante brilho do ouro. Valorizadas quase como o metal, algumas peças de capim dourado chegam a custar caras no exterior. A arte originou-se no vilarejo de Mumbuca, TO, composto por remanescentes de antigos quilombos. Uma das mais antigas artesã é Dona Miúda. Ela ficou conhecida por ter popularizado a arte na região, conta que aprendeu a técnica de sua mãe e sua avó que, por sua vez, aprenderam de índios que habitavam a região. Na sua opinião falta qualidade em muitos trabalhos que não respeitam a tradição. Ela diz que "agora qualquer um faz" e defende algum tipo de identificação para diferenciar a origem das peças e também a planta que se encontra ameaçada de existência, que cresce nas margens dos vários rios que entrecortam o Jalapão.

Vaso Lau

Porta panela com coco

Artesã trabalha em bolsa enquanto exibe
outros produtos à Foto: Fernando Zarur



Aneis

Canetas

Pulseira



Bolsas

Viseira

Relógio Tocantins

Dona Noemi segurando artesanato
 feito de capim dourado do Jalapão – Tocantins
Foto Valdemir Cunha
Jalapãodeouro
Informações sobre peças

segunda-feira, 1 de março de 2010

Bailarinas de Cabaça . A arte de Letícia Baptista ”Bapi”

As “Bailarinas de Cabaça”

As “Bailarinas de Cabaça” retratam a cultura e a arte de diferentes épocas e regiões, o que enriquece e sofistica o design das peças. Inspirada na beleza e expressão de diversos folclores, as cores contrastantes e a sensualidade de seus movimentos fazem com que este adorno tenha uma exclusiva personalidade. A artista usa como matéria prima o fruto do Cabaceiro, um vegetal não comestível da família das abóboras muito popular no Brasil. Letícia Baptista ”Bapi” é de Minas Gerais, sua realização profissional deu-se através das Artes Plásticas. Começou a desenvolver esculturas em cabaça, o que lhe deu grande visibilidade no mercado nacional e internacional. Conhecedora de diversas técnicas desenvolveu  o seu trabalho através de uma leitura contemporânea, provocando a exigência imediata da beleza e originalidade
















bapidesigner
Informações arteemter@gmail.com